Resumo: Karl Marx e a história da exploração do homem

Karl Marx e a exploração do homem

Ao considerar ingênuas e utópicas as existentes propostas de mudanças sociais da época, Marx buscou, inspirado em Hegel, Claude Henri e outros, compreender a dinâmica do capitalismo. Assim, estudou a fundo – junto a Engels – as origens do sistema, a acumulação prévia de capital, a consolidação da produção e, principalmente, suas contradições.

A ideia de alienação mostra como os meios de produção foram separados do trabalhador, como seu trabalhado era separado de si próprio, como o Estado tinha ideologia imparcial na cabeça dos humildes, enquanto na verdade representava a classe dominante, e até mesmo a filosofia passou a ser atividade de um seleto grupo.
Em seu estudo sobre classes sociais é mostrado que, desde a história da humanidade, o homem está dividido pela luta de classes. No caso do capitalismo, as relações de produção dividem o homem entre proprietário e não-proprietário dos meios de produção; mostrando que os primeiros só existem pelo fato da massa de despossuídos possuírem apenas a força de trabalho para assegurar a sobrevivência.

O início do Capitalismo permeia por volta do século XVI, com os roubos/pirataria, o Estado controlando preços e dos monopólios mercantis. A partir destes fatos, houve acumulação de riquezas que, posteriormente, fizeram com que as corporações de ofício fossem substituídas pelo trabalho “livre” assalariado: operário e indústria. O operário, por sua vez, que dava sua força de trabalho em troca de um salário.

Salário este que, aliás, é mercadoria, segundo Marx. Apesar de não ser “coisa”, por ser uma capacidade inesperável do corpo do trabalhador, ela tem valor de mercado que se baseia, em tese, pela quantia que o operário precisa para se alimentar-se, vestir-se, cuidar dos filhos e recuperar as energias para continuar trabalhando – além, é claro, da natureza do trabalho exercido e da habilidade do trabalhador. Apesar de sabermos que mesmo hoje, séculos depois do início da acumulação de capital, este valor não ser realmente valorizado como deveria, a tese de Marx já mostrava a incerteza deste método; em seu estudo há a incorporação do termo “tempo de trabalho socialmente necessário”, para estabelecer relação entre a habilidade individual e as técnicas vigentes na sociedade.

Em seu trabalho, Karl Marx deu-se por entender que, ainda que a classe trabalhadora estava expropriada dos meios de subsistência, ao desenvolver uma consciência como classe revolucionária, teria o papel de pôr fim a ordem capitalista. Marx e Engels afirmaram, também, que o socialismo seria apenas uma etapa intermediária, porém, necessária, para se alcançar a sociedade comunista. Esta, por sua vez, representando o momento máximo da evolução humana e pondo fim, finalmente, à luta de classes – não haveria mais a propriedade privada e o Estado.

Desta forma, portanto, havendo a igualdade entre os homens.

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