Resumo do livro: Nos Bastidores da Pixar

Pixar: personagens

Acompanhe a seguir o resumo completo do livro Nos Bastidores da Pixar, de Bill Capodagli e Lynn Jackson. Uma verdadeira aula de empreendedorismo e gestão.

São diversas sugestões para enriquecer mentes em busca de criatividade e novos modos de liderar, além dos cases de sucesso da Pixar em diversos segmentos.

O resumo aqui encontrado foi redigido do zero pelo autor do site, lendo o próprio livro. Não há copias da internet. Por favor, sugira edições caso tenha encontrado erros.

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Resumo: Nos Bastidores da Pixar

Capítulo 1: Lembre-se da magia da infância

No Capítulo 1 de “Nos Bastidores da Pixar” os autores abrem o primeiro parágrafo do livro contando que a estratégia inicial da obra seria averiguar a equipe, o treinamento dos funcionários, a cultura e as lideranças por trás da empresa para desvendar os segredos de inovação da mesma, mas que rapidamente – logo após o primeiro estudo sobre Toy Story, o primeiro longa da Pixar –, ficou evidente que a abordagem era muito mais simples do que eles poderiam imaginar: “olhar para o mundo através dos olhos de uma criança”. É claro que há uma grande e empenhada equipe por trás – desde ilustradores e animadores a diretores e um grande CEO seguindo os ensinamentos de Walt Disney –, mas é primordial viver da imaginação, não deixando nossos sonhos e fantasias de criança serem ofuscados pelo “mundo de verdade”.

Descobrimos que no headquarter da Pixar, na California, não há limites para a imaginação: todos os escritórios, salas e espaços públicos não seguem padrões corporativos, pois segundo os autores, na empresa a cultura da imaginação é muito valorizada e recompensada.

Desta forma, há um grande enfoque para o “OMA” (Abrindo Mentes Através das Artes), uma nova experiência de aprendizado que está sendo realizada na Escola Unificada do Distrito de Tucson, quebrando diversos paradigmas do método de ensino atual e induzindo o aluno a usar sua imaginação a modo de interessar-se por assuntos acadêmicos. Com o poder da imaginação – e enfoque na criatividade, este método permite que o aluno veja seus objetivos mais próximos e ajude-os a alcançar.

Em síntese, é evidente pelo primeiro capítulo do livro que a imaginação tem poder e importância dentro do modelo de negócio da Pixar.

Capítulo 2: Onde foi parar a criatividade?

No Capítulo 2 de “Nos Bastidores da Pixar” a leitura é iniciada com cases de empresas que estiveram no mercado há décadas (e até séculos) sem sucesso e que precisaram de uma mente criativa para fazer o modelo de negócio decolar. Walt Disney foi inclusive usado como exemplo para mostrar que nunca é tarde demais para começar algo, mesmo que a concorrência já seja pesada.

Somos instruídos a acreditar em nossas ideias. Se já nascemos criativos e vamos perdendo isso ao longo de nosso crescimento, como recuperar essa característica depois de adulto? Não é difícil, mas a falta de segurança em arriscar faz com que diversas empresas se auto-titulem “não-inovadoras”, deixando esta responsabilidade a empresas como Apple e Google.

Neste contexto somos introduzidos a uma inspiradora fala de John Lasseter sobre o setor de filmes. Ele diz que Hollywood geralmente é um lugar afiado: caso você cometa um erro, será despedido; e usa isso como exemplo para todos os setores. Na Pixar a realidade é diferente, os funcionários são instruídos a arriscar e estão liberados para cometer erros – ou simplesmente produzir coisas de resultado incerto. Segundo ele, ficar animado com resultados diferentes do esperado é tão gratificante quanto ficar feliz por um resultado que deu certo, apenas pelo fato de ter tentado. Isso é essencial para uma cultura de inovação.

Já ao final do capítulo, fica evidente que custa caro manter uma rede de segurança onde erros são bem-vindos – e que buscar um equilíbrio entre ser inovador e rentável deve ser o modelo de negócio a ser seguido pela indústria. Ainda segundo os autores, neste fator a Pixar é quem da ritmo ao mercado.

Capítulo 3: Ei, crianças, vamos montar um espetáculo!

No Capítulo 3 de “Nos Bastidores da Pixar” inicialmente somos instruídos a nos atualizarmos e renovarmos, sempre que possível, para não entrarmos em um túnel de repetir cases de sucesso. Ed Catmull garante que a Pixar herdou da Disney a característica de mudar-se e adaptar-se continuamente, para que nada permaneça do mesmo jeito.

É claro que há exceções a regra (no caso da Pixar, com o 2º e 3º filmes de Toy Story e o 2º de Carros, por exemplo), mas é necessário que a versão anterior esteja completamente fechada e a nova se feche novamente.
Segundos os autores, sempre estar disponível para renovar-se – e consequentemente evoluir – é o primeiro passo para ser um diretor, de qualquer que seja seu negócio. Em uma metáfora com uma produção visual, é ensinado a primeiro “começar pela história”. De modo mais direto, devemos criar uma história que agrade não só a nós e nossa equipe, mas também o cliente a modo de formar uma conexão. Como na Disney/Pixar, é necessário deixar o cliente (telespectador) se sentindo dentro da história, no mundo corporativo é o mesmo.

Além disso, devemos sempre buscar ‘concretizar sonhos’, ao invés de simplesmente atender as expectativas do cliente. Isso significa atingir os objetivos de forma mais apaixonada, buscando fazer o impossível e tornando única a experiência de ambos os lados.
Já na etapa de produção, é imprescindível ser fanático por detalhes, assim como Walt Disney era. Em uma metáfora com o cenário da produção de um filme, dar atenção diferenciada ao produto – e seus detalhes – torna excepcional a experiência do usuário. Desde a caixa, catálogo, embalagem e cores, tudo deve ser pensado para que o uso de seu produto seja fácil porém requintado. Como dito pelos autores, o cenário é como sua criatividade: não deve ser subestimada e nem exagerada.

Na parte sobre seleção de funcionários, uma grande curiosidade: o filme Os Incríveis era inicialmente caro demais para produção, mas o diretor Brad Bird resolveu trazer para criação todos os funcionários que sentiam-se ‘excluídos’ da empresa. Por fim, o filme custou menos por minuto que filmes anteriores e foi um grande sucesso. Desta forma, a lição aprendida é que às vezes os mais descontentes são os que têm melhores ideias, portanto um ‘diploma de nome’ ou uma vasta experiência talvez não seja exatamente um diferencial.

E por fim, há uma grande atenção a algo que quase ninguém vê: os bastidores. Devemos sempre estar atentos a todas as possibilidades (principalmente as negativas) que podem acontecer enquanto “o show estiver acontecendo”. De maneira organizada e planejada, todas as produções se tornam mágicas, ao melhor gosto de Walt Disney.

Capítulo 4: Sonhar com o infinito e além

No Capítulo 4 de “Nos Bastidores da Pixar” conhecemos o início da empresa, desde basicamente os passos que fizeram os criadores se encontrarem. Inicialmente, somos indagados: se quando criança temos milhares de sonhos para quando crescermos, o que acontece que eles simplesmente desaparecem quando viramos adultos? A resposta generalizada aparece logo em seguida: quando crescemos, somos obrigados a pensar em estratégias de curto prazo, pois é assim que – infelizmente – o mercado dos negócios funciona.

Enquanto há 10 anos um CEO durava, em média, mais de 10 anos nesta posição, hoje a média é de 5 – e isso, obviamente, acarreta em perda de qualidade, para que o lucro esteja sempre presente, o que inviabiliza uma “fundação” mais sólida para a companhia.

De modo a conscientizar o leitor que perseguir resultados a longo prazo é o melhor caminho, somos apresentados a história de Ed Catmull, que sonhava ainda na faculdade em fazer um filme animado por computador, e Alvy Ray Smith, um matemático e economista que se encantava com animações computadorizadas. Ambos tiveram oportunidades fracassadas porque empresas não acreditavam no potencial de filmes animados por computador (afinal, a curto prazo o investimento simplesmente não valia a pena). Ambos tiveram histórias similares e, ao se encontrarem, perceberam que eram peças de um mesmo quebra-cabeça. Juntos, a parceria foi um sucesso e eles se tornaram pilares de um império que hoje faz parte da vida de milhares de crianças (e adultos) ao redor do mundo.

Um sonho que demorou mais de 20 anos para tornar-se realidade, hoje mostra-se uma aposta certeira em um mundo que eles já previam e ajudaram a formar.

Capítulo 5: Um novo jeito de brincar de “seguir o líder”

No Capítulo 5 de “Nos Bastidores da Pixar” somos apresentados ao gerenciamento corporativo da Pixar, onde ao invés da grande maioria das empresas, não há uma série de burocracias que dificultam o trabalho das pessoas. Ao contrário, há a promoção de uma ambiente criativo livre de hierarquia de permissões; as pessoas são automotivadas em uma atmosfera de confiança e respeito mútuo.

Como forma de fazer trabalhos de qualidade, na Pixar não há projetos de curto prazo, já que há a mentalidade de que para uma obra “permanecer” [no mercado e na memória] ela deve ter sido feita com o tempo que for necessário – que em média é de 4 anos.

Ainda de modo a incentivar a criatividade, no campus da empresa há diversas opções de entretenimento – de piscinas a fliperamas –, para que qualquer mau humor ou falta de concentração seja resolvido. Segundo John Lasseter, “a quantidade de diversão que a turma tem enquanto faz um filme mostra como será divertido assisti-lo”.

No âmbito das pessoas e funcionários, há uma forte filosofia de dar todas as informações necessárias para que o trabalho seja feito, mas sem dizer como fazer. Isso traz uma confiança única e permite que as equipes façam seus próprios horários. Para exemplificar essa afirmação, em empresas inovadoras há 1 gerente para cerca de 20 funcionários, enquanto a média de outras empresas é de 1 para 8.

A modo de trazer uma atmosfera de bom convívio há todos, há uma filosofia bastante simples de ‘não fazer com os outros o que você não gostaria que fosse feito a você’. Uma frase que muitos de nós aprendemos quando criança é aplicada na maior companhia do setor de animação é funciona, mostrando que não é necessário tantas regras (e burocracia) para que o trabalho seja feito.

Como resultado, todas as características citadas e o permanente incentivo aos estudos – dado a todos os funcionários da empresa – trazem uma baixa taxa de evasão da companhia e permitindo que a criatividade transborde em todos os cantos da Pixar.

Capítulo 6: Colaboração no tanque de areia

No Capítulo 6 de “Nos Bastidores da Pixar” há a valorização do trabalho em equipe não apenas na hora de produzir, mas principalmente no aprendizado. É mostrado que a observação intensa, coragem para errar e a colaboração entre pessoas são fatores primários para o crescimento profissional (individual e coletivo).

De forma a exemplificar que a inovação começa por um “agente catalisador”, somos novamente introduzidos a história do programa OMA, da Escola Unificada do Distrito de Tucson, e a Universidade Pixar; ambas instituições que realizam a educação de forma diferenciada. No OMA, estudantes aprendem enquanto se divertem, observam e experimentam; é um ambiente tão interessante e livre, que as crianças se sentem confortáveis em correr o risco de errar, pois sabem que podem recuperar-se de seus equívocos por meio de um processo de investigação, exploração, auto-correção e posteriormente compartilhamento de ideias com outros alunos.

Incentivar a educação – mesmo de quem já está há anos no mercado – é crucial para a Pixar, havendo inclusive desafios para que cada funcionário dedique 4 horas por semana à sua própria educação. Tal encorajamento é louvável, mas faz apenas parte de algo maior… Como dito anteriormente, na empresa reina um ambiente de respeito mútuo e confiança, para que as equipes sejam livres de conflitos. Partindo da premissa que ‘nenhuma ideia é ruim’, os funcionário se sentem aptos a compartilhar quaisquer pensamentos – que podem servir de trampolim para ideias mais adequadas surjam.

Ao finalizarmos a leitura, fica claro que nenhuma resposta é a única resposta, portanto. Para o desenvolvimento da criatividade e constante inovação, o procedimento padrão deve ser o da colaboração e respeito em equipe.

Capítulo 7: União contra os briguentos

No Capítulo 7 de “Nos Bastidores da Pixar” vemos que nem mesmo uma corporação que trabalha na base da criatividade, respeito e focada principalmente em crianças está livre de “bullying” e “valentões”, pessoas que pela grosseria, força e hierarquia profissional se sentem aptas a exigir suas vontades sem dar espaço a ideias de outras pessoas.

Algo que o leitor provavelmente não esperava que acontecesse dentro da Pixar nos é mostrado: durante a produção de Toy Story (a primeira versão do filme) em 1990, John Lasseter, Joe Ranft, Pete Docter e Andrew Stanton, produtores da Disney, tiveram diversas argumentações (sem sucesso) contra Jeffery Katzenberg, o então chefe dos Estúdios Walt Disney (empresa que havia encomendado o filme).

Katzenberg era um velho conhecido de Hollywood pelo jeito grosso e por não aceitar muitas sugestões, e assim foi na produção de Toy Story, onde vários personagens tiveram a personalidade alterada até o ponto onde Lasseter e sua equipe precisarem parar toda a produção e levar a discussão a outro patamar, já que Katzenberg estava visivelmente destruindo o filme, que era baseado principalmente na alegria, com personagens bons e sempre de bom humor.

Mesmo com um cronograma apertado, felizmente a equipe conseguiu trazer a obra de volta aos trilhos que inicialmente deveriam ter seguidos e, surpreendentemente, o chefe dos Estúdios Walt Disney gostou do resultado, percebeu que estava errado e que a equipe havia utilizado vários dos pontos que ele havia alterado – mostrando que “o outro lado” o respeitava e sabia aceitar quando ele estava de fato certo.

Vemos, portanto, que o ambiente hostil de bullying já foi visto até mesmo em uma empresa incrível onde a criatividade é o ingrediente principal, nos alertando que a tendência é ainda pior em outras indústrias, mas que felizmente há formas de reverter o processo – ou, em casos mais sérios, somos instruídos a não deixar que outras pessoas destruam nossos sonhos e, neste cenário, enfrentar a situação com ferocidade, mesmo que haja o risco de perder o emprego. É um risco que vale a pena, segundo os autores.

Capítulo 8: O patinador que nunca cai nunca será Medalha de Ouro

No Capítulo 8 de “Nos Bastidores da Pixar” vemos que falhar é, de certa forma, bom e estritamente necessário para o aprendizado.

É claro que é difícil aceitar que devemos correr o risco de errar (principalmente quando se é um funcionário), mas apostar alto a ponto de levar um tombo nos ensina a maneira correta de fazer e iremos alcançar o topo mais rápido do que se andássemos apenas em lentos e seguros passos.

Os autores nos lembram que, quando crianças, não tínhamos o medo de errar – e muito menos de levar críticas. Fomos educados a evitar erros para termos sucesso, mas para sermos bem-sucedidos é necessário aprender com nossos fracassos. Devemos, portanto, recordar tais sentimentos de criança para a vida profissional de adulto.

De maneira bastante positiva, somos apresentados a história de J. K. Rowling, que vivia de assistência do Governo e em nossa história contemporânea foi a primeira escritora a ganhar 1 bilhão de dólares. Segundo ela, “é impossível viver sem fracassar (…) em algo, a menos que você viva tão cautelosamente que talvez possa passar como se não tivesse vivo. Mas, nesse caso, você teria falhado por omissão”.

Ed Catmull, presidente da Pixar, assume que como a mente a frente de uma gigantesca companhia, é difícil resistir ao instinto de evitar (ou minimizar) riscos, mas o lado racional prevalece e os funcionários estão autorizados a ousar, até mesmo tendo ideias excêntricas e até malucas.
Neste capítulo, vemos que falhar estimula o crescimento e aumenta a criatividade. Portanto, apesar de que devemos ter bom senso, arriscar sem medo de errar pode ser primordial para um emprego criativo e inovador.

Capítulo 9: O recreio

No Capítulo 9 de “Nos Bastidores da Pixar”, é hora de brincar! Pelo menos essa é a sugestão dos autores do livro, mas não a real realidade de diversas empresas – mesmo as “inovadoras”.

Logo ao início do capítulo nos é mostrado a importância do “recreio” na fase infantil, pelo fato de que brincar é uma forma de aprendizado. Além de reduzir a tensão na criança (melhorando seu estado mental para aprender em aula), durante o convívio social com outras crianças, os aspectos emocionais são trabalhados. As crianças que podem brincar livremente desenvolvem habilidades melhores para lidar com pontos de vista diferentes e tem mais facilidade para resolver problemas.

É nessa fase que o ser humano adquire a capacidade de formar equipes e confira em seus companheiros de forma espontânea.

Após tais fatos, aparece o questionamento: se quando criança o simples ato de “brincar no recreio” traz tamanho desenvolvimento, por que quando adultos somos obrigados a pensar que brincar é perda de tempo? Ainda hoje, empresas acreditam que tempo de lazer durante o expediente é uma tremenda produtividade perdida.

Em entrevista com Brad Bird, o diretor afirma que, com uma equipe feliz e animada, cada 1 dólar investido se torna 3 dólares de receita; enquanto para uma equipe desmotivada, cada dólar investido se tornará apenas 25 centavos de lucro.
Desta forma, são apresentadas opções para garantir que o ambiente de trabalho seja leve o suficiente para opções de lazer e brincadeiras. Não apenas uma sala com video-games, mas desde o simples ato de permitir que cada funcionário personalize sua mesa de trabalho como achar melhor, sem limites para a criatividade.

O ato de deixar sua mesa com sua aparência acaba por transformar seu local de trabalho em uma segunda casa (por opção e não obrigação).

Comemorar conquistas, dar credito à todos e respeito mútuo também estão na lista para reduzir a tensão no ambiente de trabalho, alinhando mente, corpo e espírito. Com um ambiente sem restrições para a diversão, os funcionários se sentem inspirados e corajosos para correr riscos e realizar um trabalho criativo de qualidade.

Capítulo 10: 41 coisas bacanas para liberar a sua imaginação

No Capítulo 10 de “Nos Bastidores da Pixar”, vemos que é possível tirar boas ideias de tudo: qualquer atividade pode ser a inspiração para um projeto de sucesso. Ver potencial nas coisas simples da vida, ter alegria no dia-a-dia e se inspirar por qualquer coisa são atividades básicas para melhorar o processo criativo e, obviamente, viver melhor.

Como um capítulo diferente do que vimos até agora, não há um texto ou história de forma unificada; e sim vários pequenos parágrafos (41, na verdade) com possibilidades para enriquecer seu ambiente de trabalho.

As sugestões mais interessantes, no ponto de vista de quem vos escreve, em ordem de acordo com o livro, são: (Nem todas as sugestões foram usadas, por isso os números “pulam”).

  • 1.Faça uma viagem rodoviária: para ver novas paisagens, conhecer melhor a equipe e degustar o próprio produto que sua companhia está oferecendo.
  • 2. Recolher objetos que inspirem um bom trabalho: por que não guardar tudo que lhe traz uma inspiração? Que traz uma sensação de curiosidade, de inovador? Nos é mostrado que Lasseter guarda objetos que encontra pelo caminho enquanto faz viagens de carro – e isso ajuda toda a equipe.
  • 4. Brincar no parque: ter um dia de brincadeira no parque, como uma criança, pode ser inspirador. Capturar o entusiasmo infantil adormecido em nosso corpo renova as energias.
  • 5. Visite um museu de arte: dividir a equipe em pequenos grupos acaba por gerar melhor entrosamento entre os membros – além de ser uma aula de história interessante e excitante.
  • 6. Incentive espaços individuais de trabalho criativo: seu lugar de trabalho é onde você (provavelmente) passa a maior parte do dia. Por que não deixa-lo a sua cara? Funcionários que têm espaços de trabalho personalizados produzem mais e sentem-se mais confortáveis.
  • 11. Equipes de marketing de produto: não esqueçam sem nome: a sugestão mais interessante, em minha opinião. Coloque-se no lugar de seu cliente e passe um dia todo usando seu produto com a mente totalmente limpa e aberta, além de usar os produtos da concorrência para ver o que agrada ou não. Isso com certeza enriquecerá seu produto final.
  • 12. Estabeleça uma “força-tarefa junior”: crianças tem visões mais ‘simples’ e conseguem resolver problemas de modo mais fácil. Tentar olhar para os problemas de forma diferente pode ser a solução.
  • 14. Comemore o fracasso do mês: aprender com os erros é essencial, portanto não há porque ter vergonha dos fracassos.
  • 17. Dê um nome bacana ao seu projeto ou equipe: afinal, trabalhar em algo em que o próprio nome é chato já demonstra que o serviço será ainda mais entediante.
  • 20. Pergunte “e se…” e “porque não?”: uma técnica que enriquece e aprofunda a capacidade de seu produto. Incentive a equipe a sonhar com o impossível e realiza-lo.
  • 22. Faça algo audacioso todos os dias: talvez a sugestão mais complicada para quem vive em zonas de conforto – mas que, com certeza, deixará a mente muito mais criativa para o dia-a-dia.
  • 24. Contrate alguém que seja seu oposto: com a diversidade gerada no ambiente os brainstorms serão muito mais completos (e complexos).
  • 40. Seja mentor dos inovadores: pedir aos empregados mais experimentes na companhia deem conselhos aos mais novos gera uma teia de compartilhamento de informações e ajuda na socialização.
  • 31. Monte um departamento de empreendedorismo: na última sugestão, é exposto a necessidade de uma área da empresa com pessoas que gostam de arriscar para fazer dinheiro. Assim, as ideias polêmicas e arriscadas desse grupo podem gerar pensamentos diferentes e trazes sucessos a empresa.

Nesse capítulo vemos, portanto, a força da colaboração e interação entre funcionários. As sugestão, em sua maioria, reforçam que o convívio entre quem trabalha junto só traz benefícios.

Capítulo 11: Como você avalia seu sonho?

No Capítulo 11 de “Nos Bastidores da Pixar”, há uma forte crítica aos meios de educação e produção existentes. Em uma educação onde a avaliação de cada aluno é, principalmente, por notas de trabalhos padronizados, não há como haver desenvolvimento criativo. Nas empresas o cenário se repete de forma similar: notas, números e lucro a curtíssimo prazo dão lugar a valores inestimáveis como qualidade e desenvolvimento humano.

Os autores do livro classificam que os rígidos padrões usados na avaliação de alunos desde o primário são proibitivas para o desenvolvimento criativo. Segundo eles, somos instruídos, desde criança, a não pensar fora da caixa, não ultrapassar as linhas determinadas e não arriscarmos. Se crescemos ouvindo que devemos fazer exatamente o que é solicitado, sem acrescentar nada, como nos tornarmos profissionais de sucesso diferenciado?

Nos foi mostrado que na Pixar e na Disney, as produções são elaboradas com foco na qualidade e não no lucro. Grandes clássicos da Disney foram fracassos no lançamento, mesmo com críticas positivas; mas, ao passar das décadas, o lucro aumentou gradativamente, mostrando que uma produção de qualidade cativa várias e várias gerações.

É classificado, portanto, que não devemos julgar o esforço criativo apenas por números a curto prazo, e sim pela qualidade da produção da empresa, no desenvolvimento humano dos funcionários e no valor de marca que agregamos aos produtos.

Capítulo 12: “Vamos deixar a nossa marca no universo”

No Capítulo 12 de “Nos Bastidores da Pixar”, conhecemos a Pixar durante o final do desenvolvimento de “Vida de Inseto” e início do desenvolvimento de Toy Story 2. Diferente da realidade contemporânea, na época a empresa passava por forte crise, e a continuação de Toy Story era sempre repassada a jovens inexperientes funcionários, já que a equipe titular estava toda envolvida com Vida de Inseto.

Com prazo de 18 meses, ao 10º mês a história ainda estava crua e pouco desenvolva, sem o “uau” característico dos filmes da Pixar.

Com a junção da “equipe de cérebros” da empresa com os funcionários menos experientes, a equipe teve chance de “tentar, aprender e tentar novamente”. Com esse gerenciamento, Toy Story 2 foi um grande sucesso, tento a mesma qualidade do primeiro filme e rendeu até 120 milhões de dólares a mais durante o lançamento.

Capítulo 13: Preparar, apontar e já!

No 13º e último capítulo de “Nos Bastidores da Pixar”, o leitor é instruído sobre as regras de planejamento que rondam os grandes escritórios das multinacionais. De modo a fazer uma metáfora com o playground das crianças, os autores nos mostram que ter uma agenda para a diversão tira toda a criatividade e inovação das atividades. Do mesmo jeito que as crianças não fazem um planejamento semanal do que vão brincar no parquinho, não podemos fazer o mesmo dentro de uma empresa: o trabalho deve ser divertido e, portanto, não deve haver tantas regras com o que devemos fazer diariamente. Devemos estar abertos a todas as ideias que vêm em nossa mente, permitindo que elas completem o trabalho que temos a fazer; desta forma, a inovação e a criatividade ficam aflorados.

Na continuação deste capítulo, temos dezenas de sugestões criativas para turbinar nossos negócios, como: treinar improvisações, sempre procurar fazer algo mais (como Walt Disney), fazer protótipos e testes em pequenas escalas (nunca testar algo diretamente no mercado como todo), buscar aprendizado, ser extremamente transparente no ambiente corporativo, comemorar todos os sucessos e fracassos e ter alta qualidade como princípio básico para o seu negócio.

Além de dezenas de sugestões para a prosperidade de uma empresa, os autores ainda fazem um espécie de apelo: não seja uma empresa de registro de patentes, que apenas projeta ideias e as arquiva. Seja uma empresa inovadora, que projeta ideias e execute-as, que as venda para o mercado.

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